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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Programa: Clusters Empresariais

Embora os conceitos por detrás do "Business Cluster" remontem a 1890, por Alfred Marshall, este termo foi apenas introduzido por Michael Porter em 1990 no livro «The Competitive Advantage of Nations». Neste livro, Michael Porter indentifica três potenticais vantagens competitivas nos clusters: aumento da produtividade das empresas do cluster, maior dinamização da inovação dentro do cluster, aumento do estímulo para a criação de novos negócios da área do cluster. Um "Cluster Empresarial" pode ser visto como uma concentração, ou aglomerado, de empresas interligadas a fornecedores e instituições, todos da mesma área.

Embora não exista nenhum processo standard para definir, identificar, descrever ou criar um cluster, dois factores que os determinam - localização e área de negócio - são duas propriedades que os Parques de Ciência e Tecnologia possuem em si mesmos. Daqui se depreende que a dinamização e criação deste tipo de redes empresariais são uma das responsabilidades destes parques.

O grupo do programa encontrou no cluster automóvel em portugal, e em particular no INOCOP, um bom exemplo de um projecto que pretende reforçar a cultura de cooperação entre as empresas dos diferentes sectores do cluster, promovendo a criação de comunidades trans-sectoriais, um repositório comum de conhecimentos não competitivos e do desenvolvimento de projectos comuns de I&D.


Figura:As relações "double-knit" entre Comunidades de Prática e equipas de processos. Em Wenger, E., McDermott, and Snyder B.: "Cultivating Communities of Practice", 2002. Harvard University Press

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Programa: Redes Sociais

Além de um local de trabalho, um Parque de Ciência e Tecnologia deve ser também um local de lazer.

Para atingir esse objectivo a equipa de gestão do PCT tem de implementar uma estratégia que vise a construcção de zonas verdes, restaurantes e bares, ginásios e outras instalações idênticas. Desse modo, a massa trabalhadora do parque tem mais espaços de lazer (como por exemplo zonas para passeio, ou locais para refeições), o que se pode traduzir numa vida mais relaxada, menos stressante e acima de tudo mais produtiva.

Um bom exemplo da implementação destas estratégias é Silicon Valley - onde as zonas de lazer têm imensa importância quer para a realização de negócios quer para a troca de ideias e opiniões entre membros de diferentes empresas - ou ainda o caso extremo do campus da Google onde a ideia da promoção de espaços de lazer é levada ao limite mas onde existe uma alta produtividade por parte dos trabalhadores.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Notícia: Incubação @ Taguspark

"O Taguspark vai assinar contrato com a start-up portuguesa NWC Network Concept, para a instalação desta inovadora empresa de produtos e serviços tecnológicos no maior parque de Ciência e Tecnologia português, no arranque oficial da Incubadora Tecnológica do Taguspark."

Link para a notícia:
Incubadora Tecnológica Acolhe Primeira Empresa

Programa: Incubação de Empresas

Definição:
- Uma Incubadora de empresas é um local especialmente criado para abrigar empresas, oferecendo uma estrutura configurada para estimular, agilizar e favorecer a transferência de resultados de pesquisa para actividades produtivas. Para isso, a Incubadora oferece apoio logístico e técnico (e.g. serviços de recepção e secretaria, sala de reuniões, Internet, fax) e uma gama de serviços que propiciam excelentes oportunidades de negócios e parcerias.

Objectivos:
- O principal objectivo da incubação de empresas consiste na promoção e acompanhamento de empresas inovadoras na sua fase embrionária e de arranque, colocando-as num mesmo espaço físico, pondo ao seu dispor um conjunto de serviços, proporcionando-lhe não só a inserção num ambiente empresarial, mas também as condições necessárias ao seu sucesso na fase inicial.
- Visa-se, ainda, a promoção da interacção entre o meio empresarial e as instituições de ensino, com vista a usufruir das vantagens, sinergias e complementaridade que daí decorre.

Desta forma e visto reunirem as condições necessárias que permitem alcançar os objectivos desta actividade, compreendem-se as vantagens que existem em tornar os Parques de Ciência e Tecnologia num pólo de incubação empresarial.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Programa: Oficinas de Transferência de Tecnologia das Universidades

Têm existido desde o início da fundação dos Parques de Ciência e Tecnologia (PCT) 2 paradigmas distintos:

- O parque é fundado em redor de um pólo universitário, com um gradual estabelecimento de empresas na vizinhança deste, até se chegar a um ponto onde passa a existir uma organização encarregue de gerir o espaço, constituída pelas entidades interessadas (Universidade e Empresas). Este tipo de fundação e crescimento "orgânico" foi típico no aparecimento dos PCT nos EUA e noutros países anglo-saxónicos.

- O parque é fundado à partida por uma entidade responsável pela sua gestão, focando-se inicialmente mais na vertente imobiliária, no sentido de atrair para si empresas da sua área de interesse, e só depois tenta atrair um pólo universitário que, caso não consiga uma presença física no parque, estabelece uma ligação com o este.

Em ambos os casos as Universidades são vistas como uma ferramenta fundamental do desenvolvimento do parque, pois são estas que têm vindo, desde a sua origem, a tentar fazer I&D de excelência (e em grande quantidade) e "produzem" os recursos humanos especializados nas áreas específicas das empresas do parque.

As Oficinas de Transferência de Tecnologia das Universidades são centros de valorização de resultados de investigação e de transferência de ideias e conceitos inovadores para o tecido empresarial. No entanto, o alinhamento entre Universidade e o tecido empresarial neste sentido não tem sido o melhor. São muitas as ideias que existem para abordar este tema, mas na nossa investigação encontrámos no "Kuopio Innovation" (PCT da Finlândia) aquela que achamos a melhor representação desta problemática, e que responsabilidades tem o PCT neste assunto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Programa: Modelos de Gestão

As duas apresentações restantes, relativas à primeira sessão, serão dedicadas aos modelos de gestão de Parques de Ciência e Tecnologia (PCT). Desse modo espera-se dois casos de sucesso, um deles a nível nacional e outro no estrangeiro.

Um PCT deve ser sustentável, flexível à criação de novas empresas, bem como rentável para os agentes que nele operam. Assim, deve-se projectar um modelo de gestão que promova estes factores.

Tal como pode ser verificado aqui (documento ppt), um modelo de gestão capaz deve promover a pesquisa e desenvolvimento, o fluxo de informação e a interacção e partilha de conhecimento entre as várias empresas num parque.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Programa: Introdução aos Parques de Ciência e Tecnologia

O grupo do Programa irá tentar, sempre que possa, colocar aqui informação sobre cada sessão, e sobre cada apresentação que irá ser feita no evento.

Comecemos pela 1ª Sessão, e pela 1ª apresentação, que tem o título de "Introdução aos Parques de Ciência e Tecnologia". Esta apresentação tem o objectivo de introduzir a temática dos Parques de Ciência e Tecnologia (PCT), clarificar os seus conceitos e explicar a sua importância no mundo.


Para que fiquem já com uma ideia, durante a nossa pesquisa sobre PCT, encontrámos uma definição no site do IASP que acreditamos que sintetiza bem em que consiste, e o que deve ter, um PCT.

"SCIENCE PARK (IASP Official definition)

A Science Park is an organisation managed by specialised professionals, whose main aim is to increase the wealth of its community by promoting the culture of innovation and the competitiveness of its associated businesses and knowledge-based institutions.
To enable these goals to be met, a Science Park stimulates and manages the flow of knowledge and technology amongst universities, R&D institutions, companies and markets; it facilitates the creation and growth of innovation-based companies through incubation and spin-off processes; and provides other value-added services together with high quality space and facilities.
(IASP International Board, 6 February 2002)."

sábado, 13 de dezembro de 2008

Objectivos do Grupo do Programa

Para esta 6ª Edição dos Seminários IST-TAGUS foi decidido fundar este blog, e um dos seus objectivos é que todos os interessados se envolvam na organização e contribuam para o desenvolvimento do programa.

Deste modo, o Grupo do Programa coloca aqui os seus objectivos para o Seminário, esperando ter "feedback" de todas as pessoas que queiram contribuir para a elaboração de um programa que vá de encontro, tanto aos objectivos da organização, como às necessidades e interesses do público que atenderá ao Seminário.


• Objectivos do Seminário (Geral) - Tema: "Taguspark: Parque de Ciência e Tecnologia?"
- Transmitir informação
- Troca e debate de ideias entre as pessoas
- Consciencialização dos problemas existentes
- Levar a uma transformação do parque através de pequenas iniciativas que poderão advir do Seminário

• Estrutura das Sessões
- Tem havido uma crescente vontade por parte das pessoas contactadas durante a organização do evento para que se inove na estrutura das sessões.
- As tradicionais apresentações de 20 minutos com 3 oradores por sessão tem vindo a ser considerado um modelo esgotado, de pouco interesse
- Os debates que têm vindo a ser inseridos nos últimos anos são as sessões que mais interesse despontam no público, não só pela troca de ideias entre os oradores, como a própria participação deste na discussão dos temas
- Neste ano iremos tentar introduzir um maior número de debates, pois não só vão de encontro aos objectivos gerais do Seminário, como ao próprio interesse do público que frequenta este.

• Divisão do Seminário - Provisória (Estrutura Geral / Sessões)
1. Fundamentos dos PCT / Introdução aos PCT
2. I&D (Universidades, Empresas, Transferência de Tecnologia)
3. Incubação (Empreendedorismo, Suporte a Start-Ups Tecnológicas, Investimento)
4. Aspectos Sócio-Técnicos (Vida Social, Interacções entre pessoas, Sinergias e Clusters)

• Objectivos da 1ª parte:
- Definir um PCT
- Definir os benefícios que trazem, que problemas visam resolver, impacto que têm no mundo
- Que exemplos de sucesso existem
- Definir o Taguspark através do plano inicial (visão), da concretização (estado actual)
- Explorar as duas vertentes: imobiliária, científico-tecnológica

• Objectivos da 2ª parte:
- Definir quem faz a I&D nos parques (Universidades & Empresas)
- Como se faz a I&D
- Que incentivos existem (Investimento na área)
- Que ligação existe da Universidade às Empresas e ao mercado
- Que problemas existem na Transferência de Tecnologia

• Objectivos da 3ª parte:
- Definir o que é a Incubação de novas empresas
- Definir os benefícios que trás, as necessidades que existem para a sua existência
- O “networking” necessário para o arranque das empresas
- Expor os problemas do empreendedorismo tecnológico em Portugal (bons na investigação e criação de tecnologia, maus na avaliação do valor e na própria valorização da tecnologia)
- Que investimento existe no Empreendedorismo (Empreendedorismo Qualificado - IAPMEI, Banca, Capital de Risco, Business Angels)

• Objectivos da 4ª parte:
- Definir o Parque como uma rede
- Expor a importância da Vida Social do Parque e a interacção entre as Pessoas
- Que infra-estruturas de suporte existem
- Definir as ferramentas e os métodos existentes para que isto aconteça, assim como os eventos
- Que exemplos e casos de Sucesso existem
- Expor a possibilidade de se poderem criar sinergias e clusters a partir destas interacções


Aguardamos a participação de todos e esperamos que tenham revisto nestes objectivos algum dos vossos. Sugiram novos temas, estruturas de sessões, estruturas gerais, etc.

Grupo do Programa dos Seminários IST-TAGUS, 6ª Edição